Acesso preferencial a novidades e edições limitadas

Inscreva-se para receber lançamentos, prévias
e condições exclusivas do atelier.

EM BREVE NOVA COLEÇÃO - LUX SICILIÆ

HERBARIVM NOCTIS

Horto Botânico de Palermo — maio de 2026.

HERBARIUM NOCTIS conclui o projeto sob regime noturno.

A ausência de luz direta não elimina a forma. Redefine sua leitura. A coleção opera com fontes mínimas, pontuais e indiretas. O contraste é elevado. A visibilidade é seletiva.

As peças são construídas para manter presença mesmo em baixa luminosidade. Materiais claros, superfícies refletivas controladas e volumes definidos garantem legibilidade sem dependência de iluminação plena.

A botânica deixa de ser observada como conjunto e passa a ser percebida como sistema de fragmentos. Elementos isolados ganham protagonismo. Detalhes tornam-se estrutura.

HERBARIUM NOCTIS afirma que a forma persiste independentemente da luz.

Não há desaparecimento. Há reconfiguração.

acesso antecipado para cadastrados

HERBARIVM CREPVSCVLARE

Horto Botânico de Palermo — abril de 2026.

HERBARIUM CREPUSCULARE introduz variação de luz e leitura.

A estrutura definida em HERBARIUM NOBILE é mantida. O sistema formal permanece intacto. O que se altera é a condição de visibilidade.

A coleção desloca a observação para o regime crepuscular. A luz torna-se lateral, filtrada e instável. Superfícies perdem definição uniforme e passam a operar por contraste. Volume deixa de ser integralmente exposto e passa a ser revelado por fragmentos.

Nesse contexto, a matéria assume nova função. Reflexos são reduzidos. Sombras ganham densidade. A leitura das peças exige aproximação e tempo.

A botânica continua organizada como estrutura, mas agora submetida a variação de luz.

HERBARIUM CREPUSCULARE afirma que forma não é fixa.
Depende da condição em que é observada.

acesso antecipado para cadastrados

HERBARIVM NOBILE

Horto Botânico de Palermo — março de 2026.

Ambientada no Orto Botanico de Palermo, a coleção se estabelece a partir de um princípio de ordenação. Não há narrativa dispersa, nem leitura atmosférica: tudo parte de um eixo claro, onde planta, espaço e joia são organizados dentro de um mesmo sistema de observação.

Herbarium Nobile inaugura esse campo. A natureza não é tratada como paisagem contínua, mas como presença isolada, enquadrada e definida. Cada espécie ocupa um lugar preciso, cada superfície responde à luz com controle, cada enquadramento elimina o excesso até restar apenas o essencial.

As joias são concebidas para operar nesse contexto. Estruturas estáveis, proporções rigorosas, leitura direta. Não há tentativa de integração orgânica com o ambiente — há correspondência formal. A peça se posiciona com a mesma clareza de um elemento classificado: frontal, legível, inequívoco.

Há uma disciplina implícita em toda a coleção. Um recorte preciso dentro do jardim, onde a observação se torna método e a forma se sustenta por exatidão.

Herbarium Nobile não interpreta a natureza. Estabelece com ela um sistema.

acesso antecipado para cadastrados

VITA CIRCEA

Alguma ilha no Mediterrâneo — fevereiro de 2026.

Há territórios onde a vida não se organiza por ocasião, mas por continuidade. Onde o espaço não é cenário, mas extensão direta de quem o habita.

Vita Circea acompanha essa figura. Uma mulher soberana do próprio território, cuja independência não se afirma por ruptura, mas por domínio silencioso. A ilha não é refúgio — é estrutura. Arquitetura, natureza e rotina coexistem sem hierarquia: a casa moderna se abre para o exterior, os percursos atravessam campo, pedra e água, e o cotidiano se constrói na mesma escala do lugar.

Nesse contexto, não há distinção entre gesto ordinário e extraordinário. A alta-costura atravessa trilhas, o mar se impõe como espaço doméstico, e o convívio — seja social ou íntimo — acontece sem mediação. Tudo é direto, funcional, preciso.

As joias emergem dessa lógica. Não como adorno eventual, mas como presença constante. São usadas no deslocamento, no contato com o mar, na permanência do corpo ao longo do dia. Estruturas resolvidas, volumes estáveis, materiais que sustentam exposição, luz e movimento sem perda de rigor.

Há, no entanto, uma camada menos evidente. As peças não apenas acompanham esse universo — elas respondem a ele. Surgem em correspondência direta com o ambiente: condensam matéria, refletem luz, acumulam densidade simbólica sem recorrer ao excesso. Funcionam como pontos de concentração dentro de um sistema maior.

Vita Circea é, em essência, uma coleção onde território, corpo e objeto operam em continuidade. As joias não interrompem a vida — são parte ativa da sua construção.

acesso antecipado para cadastrados

LUCE MEDITERRANEA

Algum lugar no Mediterrâneo — janeiro de 2026.

Há lugares onde a luz não passa. Ela permanece. Constrói cidades, define gestos, acompanha quem vive ali. Não é um elemento transitório, mas um agente estrutural — contínuo, estável, determinante.

Luce Mediterranea nasce dessa permanência. Uma luz que não apenas ilumina, mas organiza: revela volumes, endurece contornos, fixa sombras. É ela que desenha fachadas, percorre superfícies minerais, atravessa pátios e se deposita sobre a matéria com precisão tectônica.

Do branco calcário das paredes ao azul saturado que recorta o horizonte, estabelece-se um sistema claro de relações. A luz não suaviza — ela afirma. Cria contrastes nítidos, delimita espaços, impõe ritmo. Cada plano responde a ela; cada gesto é condicionado por sua presença constante.

Essa lógica se estende ao corpo. Há uma correspondência direta entre arquitetura e comportamento: posturas mais estáveis, movimentos mais econômicos, uma forma de habitar que não dissocia espaço e indivíduo. Quem vive sob essa luz não a atravessa — pertence a ela.

As joias emergem como consequência direta desse sistema. Estruturas definidas, superfícies que capturam e devolvem luz sem dispersão, volumes que não dependem de ornamento para existir. Cada peça se constrói a partir da mesma lógica que organiza o lugar: clareza, permanência, precisão.

Em uma frase, Luce Mediterranea é sobre a luz que constrói um lugar — e as pessoas que pertencem a ele.

VENARIA PRIVATA

Stupinigi — dezembro de 2025.

Venaria Privata é um retorno aos interiores aristocráticos do Piemonte, onde a herança da Casa Real italiana encontra a intimidade contida dos salões privados.

A coleção nasce entre paredes em verde sabaudo, retratos de família emoldurados pelo tempo, veludos cor granada, livros raros revestidos em couro, cartas lacradas e a luz fria de dezembro atravessando janelas monumentais. Cada elemento não é cenário, mas estrutura — um sistema visual onde matéria, cor e memória se organizam com rigor quase arquitetônico.

Do exterior geométrico da Palazzina di Caccia di Stupinigi aos corredores mais claros e resguardados da Reggia di Venaria Reale, estabelece-se uma progressão precisa: do monumental ao íntimo, do cerimonial ao privado.

Não há excesso, nem ruído — apenas uma contenção deliberada que transforma espaço em linguagem e define também a leitura da coleção.

As joias surgem com volumes controlados, proporções estáveis, superfícies que absorvem e devolvem a luz com precisão. Cada elemento sustenta uma lógica interna, como se cada peça tivesse sido concebida para habitar exatamente esse universo.

Ao mesmo tempo, sob essa superfície rigorosa, existe uma tensão latente. O frio piemontês não é apenas climático, mas cromático e estrutural — e é justamente contra ele que emergem pontos de calor: reflexos mais densos, contrastes sutis, materiais que acumulam profundidade ao invés de brilho imediato.

RIVA OPPOSTA

Lago Maggiore — novembro de 2025.

Riva Opposta se constrói a partir de uma inversão.
Se nas coleções anteriores a luz se organizava por difusão, aqui ela se fragmenta sob atmosferas instáveis — chuva, névoa, vento — onde a leitura nunca é contínua.
As peças surgem em cenografias distintas, sempre na margem menos turística, mais crua e desconhecida do Lago Maggiore.

Dois eixos estruturam o percurso.
Os frios dominam: cinzas, azuis densos, superfícies úmidas e luz difusa estabelecem a base da composição, reduzindo a cor a um estado contido, quase latente.

Os eixos quentes surgem como interrupção.
Interiores — restaurantes, hotéis, ateliês — introduzem matéria mais densa, luz concentrada e reflexos controlados, criando pontos de tensão ao longo da sequência.

Não há estabilidade permanente, mas um ritmo definido.
As peças se inserem com precisão nesse sistema, alternando expansão e recolhimento e organizando a leitura por contraste de temperatura e ambiente.

Riva Opposta se define exatamente por esta alternância — a passagem ritmada entre frio e calor, entre névoa e matéria, entre presença e suspensão.

OTTOBRE AL LAGO

Lago Maggiore — outubro de 2025.

Ottobre al Lago estabelece uma inflexão clara dentro da marca.
A coleção abandona a contenção e passa a operar por contraste direto, sem meios termos.

Colares, pulseiras, brincos, bolsas e objetos decor se organizam em um mesmo campo visual, sem hierarquia fixa. A leitura não é conduzida por uma peça central, mas pela relação entre elas.

A cor assume protagonismo. A natureza aqui é quem dita as regras.
Tons saturados, combinações intensas e superfícies texturizadas constroem uma composição densa, onde cada elemento afirma sua posição: verdes vibrantes, amarelos oxidados, vermelhos profundos, alaranjados e ferrosos, O azul se torna sedoso, regal. O metal, quase sempre ouro.

A matéria é exposta em sua forma integral. Pedras, madeiras nobres, cerâmicas e tecidos mantêm peso, volume e forma, sem contenção ou restrição.

Ottobre al Lago não reduz — expande.

AURORA PEROLADA

Lago Maggiore — setembro de 2025.

Aurora Perolada parte de um ponto preciso: o encontro entre o azul profundo do lago e os reflexos claros da luz nascente.
A coleção observa o instante em que a matéria deixa de ser opaca e passa a refletir — não por intensidade, mas por difusão.

As peças são construídas a partir de contrastes sutis.Tons frios — azuis minerais, verdes aquosos, quartzos rosados — são tensionados por superfícies peroladas e acentos em dourado, organizando a estrutura por variação de densidade, não por excesso.

A composição se sustenta por continuidade, sem recorrer à repetição previsível.
Transparência, opacidade e brilho coexistem em equilíbrio, definindo ritmo e leitura.

A luz não incide — ela atravessa, reflete e se fragmenta.
É nesse comportamento que a coleção se distingue: cada elemento responde diretamente ao ambiente, alterando sua leitura conforme a superfície e a incidência luminosa. Aurora Perolada não opera por contraste extremo, mas por transição.

ÚLTIMOS RAIOS AZUIS DO INVERNO

Milão, final de agosto de 2025.

A coleção se inicia no instante em que a luz quente do verão italiano atinge seu ápice.
A partir daqui, a transição começa — mas neste exato momento tudo parece em suspensão: fixo, imóvel.

O conceito se constrói no contraste intencional entre o urbano acinzentado e a luz quente e vibrante da estação.
Os detalhes não apenas determinam a singularidade das peças, mas estabelecem um equilíbrio dinâmico que emerge quando temperatura, luz, matéria e desenho se alinham por proporção, repetição e variação de cor.

Pepitas roladas de água-marinha, antigos pentes espanhóis em tartaruga, pérolas barrocas excepcionais e gemas em tons de âmbar tornam-se matéria concreta dessas atmosferas.
Elementos que não ilustram — afirmam. Permanecem.

A luz, filtrada pela cidade, não intensifica — ela revela.
Define volumes, delimita contornos e orienta a leitura de cada elemento.

Últimos Raios Azuis do Inverno se desenvolve nesse limite:
quando a luz ainda expressa vigor e energia, mas o verão se aproxima do fim e os primeiros reflexos azulados começam a surgir nas vitrines e superfícies da cidade.